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terça-feira, 27 de julho de 2010

De volta à realidade

A Copa do Mundo acabou há quase um mês, e para a tristeza do povo brasileiro, aquele timeco medíocre do Dunga não conseguiu voltar com a taça(merecidamente, diga-se de passagem). Pintamos nossas ruas, nossas casas, nossos rostos, nossos cachorros, até (para os mais radicais) nossas bundas para torcer pelo nosso país nessa competição que desperta interesse até nos mais desinteressados por esportes. Nos juntamos a um monte de gente em lugares públicos ou privados, fazemos vaquinhas pra comprar tinta de diversas cores(principalmente verde e amarela), carne pra fazer churrasco, bandeirinhas, chapéus, cornetas, camisas e (como lançamento da copa de 2010) a incrível vuvuzela! Nesse ano, mais especificamente, nos juntamos até na web pra mandar o desgraçado do Galvão Bueno calar a porra da boca! E ainda por cima conseguimos enganar uma penca de gringos com isso! Infelizmente, o hexa não veio, mas isso faz parte do esporte.

Tudo isso que eu acabei de mencionar acima faz parte de nossa cultura. Mais do que isso, serve pra mostrar pra nós mesmos, que somos capazes de nos mobilizarmos em torno de uma causa, a partir de nossos esforços e da nossa vontade. Falo isso porque, daqui a alguns meses teremos algo muito mais importante do que um torneio de futebol(sem querer tirar a magnitude do evento anteriormente mencionado). Obviamente me refiro às eleições, que este ano (como de costume) serão para Presidente da República, Senador, Governador, Deputado Federal, e Deputado Estadual. Ou seja, só não estaremos escolhendo nossos prefeitos e vereadores. Logo, subentende-se que grande parte de nossas vidas enquanto seres sociais será definida neste mesmo ano em que ocorreu a Copa do Mundo(coincidência, não?). Portanto, para que não continuemos nas condições de falcatruagem (com um pouquinho assim de vadiagem) atuais, é necessário que nos orientemos melhor na hora de escolhermos os nossos queridos (ou não) candidatos.

Precisamos, antes de votarmos em nossos representantes, saber a qual partido tal postulante ao cargo está filiado, e qual é a posição política que tal partido tem no cenário nacional. Em outras palavras, temos que saber quais são as ideias que estão sendo defendidas por determinado(s) grupo(s). E se na trajetória política deste indivíduo houver diversas mudanças de partidos, nos quais estes sejam completamente distintos, é sinal de que aquele está provavelmente mais preocupado com o poder do que com o bem estar geral. É o caso do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que já foi do PFL(atual DEM), PDT, PV, e agora está no PMDB, onde finalmente conseguiu ser eleito para um cargo de alta importância. Há tempos, chamava o presidente Lula de corrupto e ladrão, hoje aparece abraçado com ele em qualquer lugar. Daí, também é importante saber a história do candidato e do partido em que irá se votar. Um candidato que já esteve envolvido em diversos esquemas de filhadaputice, de um partido repleto de casos de corrupção, não deve ser muito confiável (exemplo recente é o caso do querido Arrudinha, no qual não preciso nem tecer comentários). Por fim, vêm as análises de propostas, que são de suma importância. Um candidato fechado à discussões e debates, provavelmente não vai querer ouvir o povo alguma hora caso seja eleito. E se for pra fazer uma propagandazinha contra alguém, já adianto que o atual governador do Rio de Janeiro e candidato a reeleição, Sérgio Cabral, declarou que não participaria de nenhum debate na televisão. Depois mudou de ideia, devido à pressão da imprensa e de outros candidatos!

Porém, apesar de tudo isso, precisamos saber também quais são as competências de cada cargo público. Dai vai uma breve explicação pra quem não sabe, ou ainda se confunde com as funções de cada um:

* Deputado Federal: A função do deputado federal é a de propor e votar as leis federais, isto é, as leis que valem para todo o território Brasileiro.

*Deputado Estadual: Compete aos deputados estaduais a função de legislar, no campo das competências legislativas do Estado, definidas pela Constituição Federal, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar e derrogar leis estaduais.

*Senador: Ao contrário dos deputados, que representam os eleitores, os Senadores representam os Estados dentro da Federação. Entre suas prerrogativas, estão as de aprovar as dívidas dos Estados, homologar a diretoria do Banco Central e dar a decisão final quanto aos acordos internacionais a serem firmados pelo governo. Eles também podem propor leis e fiscalizar as ações e gastos do Executivo. O Mandato de um Senador é de 8 anos. Então, porra, vê se escolhe direito pra depois não termos gente apanhando em Brasília pedindo pro Sarney ralar peitinho.

*Governador: A direção da administração estadual e a representação do Estado em suas relações jurídicas, políticas e administrativas, defendendo seus interesses junto à Presidência e buscando investimentos e obras federais. Este Cargo é o mais elevado cargo político que representa a autoridade máxima do poder executivo

*Presidente: O Presidente é a autoridade máxima do poder executivo nacional. São delegadas a ele as tarefas de Chefe de Estado. Seu mandato é de quatro anos podendo se reeleger (uma única vez) em eleições futuras, é eleito por voto secreto e direto. É dever do presidente zelar pelos direito da soberania nacional, defendendo seu país e a nação que nele habita.


Com isso, poderemos minimamente escolher decentemente algum candidato, embora entre a nossa escolha, e o candidato ser eleito, haja uma grande diferença. Mas não há porque desanimar. Chega de ficar escolhendo indivíduos só por causa de um ''Estamos juntos com você", ou por causa de um Outdoor com rostinho bonitinho, ou pelo fato dele morar perto de você! Chega dessa merda, dessa palhaçada! Vamos parar tratar a política como algo que só está presente em nós de 2 em 2 anos, uma vez que ela não se restringe somente à politica partidária! Somos seres que se relacionam uns com os outros, portanto somos seres sociais, seres políticos(até os mais anti social de todos, ou até o mais radical dos anarquistas), portanto, bom, senso, organização, e conhecimento são essenciais pra que a vida de todos nós melhore! A discussão sobre política (em suas várias áreas) tem que se tornar algo que faça parte de nossa cultura popular, não ser vista (por nossos jovens principalmente) como assunto de gente careta e sem graça!

Diferentemente dos textos anteriormente postados por esse mesmo autor (e apesar da qualidade duvidosa dele), acho que este realmente tem alguma utilidade e importância. Portanto, se você também o achou, peço que divulgue-o, uma vez que quanto mais pessoas o lerem, melhor ele atingirá os seus objetivos. Obrigado, e beijos no cérebro!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Manifesto contra o Pop.

Quem me conhece sabe bem que eu nunca fui muito fã de música pop. Na verdade, tenho um nojinho desgracento desse estilo musical. Seja pelos refrões chicletes, ou pelas letras estilo ''Bicicleta Ergométrica'' (que não te levam a nada e a lugar algum), artistas que fazem muito sucesso com essas batidinhas eletrônicas grudentas nunca desceram pela minha garganta. Até ai tudo bem, todo mundo tem um gosto musical com o qual não se identifica, comigo é a mesma coisa. Mas tem certas coisas que andam dizendo ultimamente nos meios de comunicação que me inquietam.

Tirando raríssimas exceções como Madonna e Michael Jackson (embora o segundo, antes de morrer, estivesse em um quase completo ostracismo), o cenário pop, em termos de sucesso, foi feito quase que exclusivamente por músicas-relâmpago, que dentro de alguns meses já se tornam obsoletas e que logo são substituídas por outras. Tudo como se fosse uma natureza do Mainstream, um processo semi automático, no qual a maioria das pessoas nem se pergunta muito os motivos disso tudo. Elas simplesmente trocam as musicas como se fossem produtos quaisquer, na velocidade que o mercado demanda. Até ai nenhuma novidade. O que me parece diferente, especialmente nos últimos dois anos é a forma como esses sucessos repentinos são encarados. Porque até então todos eles soaram como ''músicas legais que vão tocar no rádio por um tempo e depois serão chamadas de velhas''. O processo, em si, não mudou. Mas agora estas canções não são vistas mais como músicas legais, simplesmente. Me parece que todo mundo acha tudo MUITO FODA e revolucionário e que vai ficar marcado pra todo o sempre. O que não é verdade.

Os dois ícones, que ao meu ver tiveram mais destaque nos últimos anos(como revelações) foram Amy Winehouse(embora no fundo a música dela tenha uma mistura de vários ritmos, mas que no todo acabou sendo chamado de pop) e a maldita da Lady Gaga. Ambas foram consideradas grandes modificadoras do cenário pop, que chegariam pra mudar a cena de vez, que iam mudar a história da música, que são ícones da expressão através da música, que iam fazer o caralho a quatro, etc e tal. A primeira, depois de tentarem fazê-la ir pra Rehab diversas vezes, parece que perdeu um pouco de espaço, e suas músicas estão sendo menos lembradas ultimamente. Já a segunda vive o auge, a ponto de acharem qualquer coisa que ela faça, o gesto mais foda do mundo. Se no próximo clipe que ela lançar, for uma única cena da mesma enfiando um vibrador no rabo e gemendo loucamente, todo mundo vai aplaudir de pé. Enquanto a música que rola é algo no qual eu ainda não achei adjetivos pra descrever. Vejam com seus próprios olhos:

''Just dance, it's gonna be okay da da doo-doom
Just dance, spin that record babe da da doo-doom
Just dance, it's gonna be okay
Da da da
Dance, dance, dance
Just, just, just, just dance''

Em bom português:

''Apenas dance, vai ficar tudo bem da da doo-doom
Apenas dance, gire esse disco querido da da doo-doom
Apenas dance, vai ficar tudo bem
Da da da
Dance, dance, dance
Apenas, apenas, apenas, apenas dance''

Agora eu te pergunto: O que é que tem de diferente nessa caralha de música? Se alguém puder me explicar, por favor, faça-o!

Espero que esse seja mais um fanatismo passageiro, pois caso eu esteja errado, é sinal de que vivemos tempos sombrios!

ps: se você gosta de música pop e não gostou da postagem, um grande e sincero ''Vai tomar no cu'' pra você!

domingo, 6 de junho de 2010

Cultura de ódio x Respeito/Gostar hipócrita

[Bem, essa é a segunda vez que eu vou escrever esse texto. Dá primeira vez tava ficando até legalzinho, mas daí apagou tudo do nada. Então agora eu estou com raiva por causa disso, logo, o texto pode ser prejudicado. Mas vamos ao que interessa!]

Em tempos de Internet e revolução tecnológica(se é que esse termo pode ser apropriado), muitas pessoas tem acesso a diversos veículos de comunicação e informação, e podem também dar os seus respectivos pareceres em relação aos diversos acontecimentos do mundo livremente(sejam esses acontecimentos relevantes ou não para as nossas vidinhas medíocres). Por exemplo, neste blog, eu comento(com total parcialidade, diferentemente do que tentam fazer os jornalistas investigativos) sobre coisas que são completamente banais, tipo a desvalorização das pessoas que trabalham com máquinas de fotocópias, ou coisas que podem até ter lá a sua importância(?). Em outras ferramentas desse tipo, como o twitter, várias pessoas fazem isso, mas em 140 caracteres. Há também, como exemplo mais recente, os vídeo-blogs, onde o cara faz mais ou menos a mesma coisa que eu faço aqui, só que usando a sua voz, e com uma câmera gravando. Caras como Ronald Rios e Felipe Neto já são quase celebridades na web. O sucesso do primeiro foi tamanho, que até conseguiu arrumar o seu espacinho dentro da MTV. Enfim, fato é que cada vez mais, mais pessoas tem se expressado através da rede mundial de comunicação. E minha abordagem será sobre a forma como as pessoas tem se expressado ultimamente, obviamente ignorando os erros gramaticais que são sempre cometidos, pois isso não caberia nem em um livro, muito menos em um texto.

Não é incomum ver em algum desses meios de comunicação citados no parágrafo anterior, pessoas dizendo que odeiam diversas coisas. E a lista de coisas odiadas pode variar bizonhamente, desde ''Eu odeio quem caga de cócoras'', ''Eu odeio quem odeia gatos'', ''Detesto quem senta do meu lado do ônibus'', ''Não suporto gente que dá o rabo''(Tipo de ódio sem noção) até ''Odeio Axé'', "Odeio pagodeiros'', ''Odeio Matemática'', ''Odeio professoras mal comidas'', etc. (Tipo de ódio exacerbado, mas mesmo assim compreensível e justificável). Ou seja, parece que se criou uma cultura de ódio, onde odiar até a mais pequena das coisas virou uma lei. Em outras palavras, parece até que o ódio se banalizou e virou moda.

Do outro lado da moeda, há pessoas que são contrárias a isso, porém igualmente radicais em seus discursos, e que acham que qualquer tipo de ódio é puro preconceito e uma enorme falta de cordialidade. Mas ora, quem é que não está carregado de preconceitos? E quem disse que temos que ser bonzinhos com tudo e com todos? Um belo exemplo disso, foi quando o meu querido primo Isaac Carvalho falou que eu fui preconceituoso quando disse que CPM 22 era uma merda e que qualquer cover que tocassem deles ficaria melhor do que a música original. Então segundo esse preceito eu deveria me calar diante a péssima qualidade sonora dos caras e mostrar um falso respeito, que ao meu ver, eles não merecem?

O ódio carrega há séculos uma conotação perversa(principalmente a partir de certos preceitos ideológicos da religião), que certas pessoas tentam incriminá-lo a abominá-lo radicalmente, enquanto na verdade ele existe invariavelmente e faz parte de nossas vidas. Não podemos nega-lo. Mas também não podemos fazer dele a base de tudo, é óbvio!

domingo, 9 de maio de 2010

Máquina do tempo

Nunca fui daqueles que olham pro passado e o veem como uma época de plena felicidade, onde os seres humanos viviam em harmonia com tudo ao redor e talz. Sempre rejeitei um pouco esse saudosismo romântico de grande parte dos poetas. Me lembro bem das coisas ruins que aconteceram há tempos atrás, e não sei por que acabo de alguma forma me atendo a elas. Isso pode ser bom ou ruim, dependendo do ponto de vista. Mas fato é que nos últimos dias eu ''mudei de ideia'' e comecei a me lembrar bastante das coisas boas da minha infância.

Depois de diversas conversas sobre Toy Story, Power Rangers e Caverna do Dragão(ok, teve também sobre os Ursinhos Carinhosos, mas deixa pra lá) com a minha querida Ana Carolina(a grande culpada por eu estar escrevendo esse texto, um beijo, Carol), concluí o que eu já pensava sobre eu ser uma eterna criança. Lá estávamos nós, no meio do SAARA(o centro de comércio, não o deserto, é claro), procurando loucamente pelos bonecos dos Rangers que morfavam (quem é da minha idade sabe do que eu to falando), que eu tinha quando criança e fiquei muito puto(a ponto de querer xingar muito no twitter)quando os perdi. Quando achamos, e vi a coleção quase completa, senti como se tivesse voltando a uns 13 anos atrás e me lembrei de como era bom brincar com aqueles brinquedos velhos, fazer com que todos os bonecos caíssem na porrada uns com os outros, com que rolasse a maior pederastia entre os casais, e dar o final que eu quisesse a qualquer brincadeira hipotética. Como era legal brincar na água, fingir que eles morriam todos afogados graças a uma onda gigantesca gerada por algum vilão, e que depois uma força sobrenatural ressuscitaria todo mundo e o vilão morreria de um jeito mais escroto do que como eu geralmente morro nos meus sonhos estranhos. Ah que saudades...



E quem nunca pensou que os seus bonecos tinham vida própria? Atire a primeira pedra quem nunca foi dar aquela conferidinha pra ver se tudo estava nas mesmas posições que antes. Principalmente depois que o clássico da Pixar foi lançado, eu e outras crianças mongolóides ficamos com essa certa nóia, que até era divertida, gerava várias teses acerca da vida de seres supostamente inanimados.

E como falar de infância sem lembrar do Chaves e do Chapolin? Quem nunca teve vontade de ter uma barraquinha de refrescos, ou plantar uma árvore do dinheiro, ter uma bola quadrada(ou até mesmo aquela gigante que o kiko tinha), recitar ''A volta do cão arrependido'' 65 vezes, cantar ''Que bonita sua roupa'' em coro, ter uma marreta biônica, tomar pílulas de nanicolina, lutar com uma múmia, ter a varinha do ''Chirrin-Chirrion do diabo'', nomear o próprio cachorro de Satanás ou Madruguinha, ter um tabuleiro de xadrez para principiantes, comer um sanduíche de ovo, escrever na máquina de escrever com uma tecla só, desenhar uma Xinforínfola, tomar uma poção pra ficar invisível etc.

É nessas horas que eu queria ter uma máquina do tempo...

domingo, 2 de maio de 2010

Eu não apóio.

Desde o ano passado, rola uma parada no meu querido chiqueiro chamado Brasil, que nós, meros mortais, chamamos de Lei Seca. Uma lei que no início causou bastante polêmica acerca do uso dos ''saudáveis'' bafômetros e que a galera que curte uma caninha de leve ficou meio bolada. Mas se você, caro leitor, ao começar ler esse esse texto associou o título do mesmo ao meu posicionamento diante de um contexto onde tal lei é vigente, lhe digo que não tem nada a ver. Eu na verdade nem sei qual é o meu posicionamento diante disso. Acho que no momento sou contra porque outro dia fiquei parado num engarrafamento causado por uma blitz dessas. E também pelo fato de ser uma lei que resulta da falta de educação do povo, o que de fato é triste (Mas que não deixa de ser importante e necessária). Minha abordagem não será sobre a lei em si, e sim sobre a galera que se sentiu incomodada por ela e começou a ironiza-la.

Dos últimos meses pra cá, o governo lançou uma propaganda ferrenha da Operação Lei Seca, Em trens, ônibus, táxis, Metrô, falando pra população largar seus carrinhos alegres, festivos e bêbados pra andarem nesses meios de transporte(como se eles fossem ótimos, mas ai é outro papo). E como eu disse, a galerinha que ficou meio puta com isso começou a parodiar esses anúncios. Foram cartazes, adesivos e camisas de vários tipos, com dizeres do tipo: "Operação Lei seca: eu odeio'', ou ''Operação fora Cabral: eu apóio'', enfim, uma série de piadistas contratados pela equipe do Zorra Total que tiveram o papel de esculhambar, de forma engraçada e inovadora. O problema(que ocorre bastante no programa televisivo anteriormente citado) é quando a piada começa a ficar repetitiva e banalizada, e a galera não saca a hora de parar. Depois dos exemplos de paródias citadas apareceram coisas do tipo ''Operação Asfalto Liso: eu apóio'', ou ''Operação Pentada Violenta: Eu apóio''(essa foi o ápice). Se não derem um basta na falta de noção dos comediantes daqui pouco pinta uma ''Operação meu pau no seu cu: Eu apóio''. Isso me lembra crianças, que quando falam algo ençraçado e alguém ri continua tentando fazer as pessoas rirem falando a mesma coisa. Meu pai gosta muito de fazer isso também, mas ele é um ser humano a ser estudado a parte.

O exemplo de piadistas forçados não se limita aos odiadores da lei seca, é óbvio. Esses foram apenas os que me fizeram atentar para tal realidade. Outro exemplo mais recente, foi quando os caras do Hermes & Renato(que infelizmente se venderam pro dinheiro sacrossanto da rede Record, diga-se de passagem) fizeram o genial Tela Class(creio que todos saibam o que é o Tela Class, se você não sabe é porque ainda não viveu), uma serie de egraçaralhos de plantão já se prontificaram à seguir os passos dos humoristas de verdade, fazendo a mesma coisa com filmes igualmente toscos. Alguns até ficaram bons, como ''Miguel, o comedor de cu''. Mas tem gente que acha que o simples fato de se adicionar palavrões a uma dublagem vai fazer um monte de gente rir. É o caso do ''Tráfico na vila''(Não sei nem se esse vídeo é anterior ou posterior ao Tela Class, mas o que importa é que é uma merda), onde meia dúzia de desocupados modificaram a dublagem de um dos maiores clássicos da televisão chamado Chaves e simplesmente assassinaram o humor sutil e inocente do seriado!
Ainda tem muito mais a se abordar a respeito dos aspirantes a piadistas, mas que por efeito de tempo, preguiça e sono, não mencionarei.

Espero que vocês, assim como eu, tentem deixar claro pra esses malditos que a arte da piada é pra poucos. Por isso, eu não os apóio(entendeu agora o título do texto né?)

Só por questão de créditos, Gostaria de agradecer a Gabriela Iba, Letícia Mose e Rodrigo Monteiro por me fazerem lembrar que a lei seca é uma Lei federal, e não estadual, como eu pensava.

Beijos na retina de todos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Stand Fat Comedy




Depois de um breve hiato, resolvi retomar as atividades dessa bagaça que alguns gostam de chamar de blog. Caros (poucos) frequentadores do ''Quer ficar com a perna grossa? Ltda.'', espero que tenham sentido a minha ausência.Enfim, Vamos ao que interessa.



Recentemente, quando conversava com a minha querida Ana Carolina(Carol, se tiver lendo, um beijo pra ti, ok?), falávamos sobre Stand Up Comedy, um estilo de peça teatral muito popular nos Estados Unidos da América, e que começou no Brasil há uns 6 anos, mas que ganhou muita força e popularidade há uns 2. Dentre as diversas observações que fizemos, foi a de que a maioria dos atores(não sei se o nome certo pra quem trabalha com stand up é ator, mas por falta de léxico, vai esse mesmo) de tal tipo de trabalho, ao menos em terras tupiniquins, são gordos.
A partir daí, quando disse que algumas pessoas já me disseram que eu levaria jeito para tal (algo que discordo plenamente), pensei que sofreria algum tipo de ''exclusão da panela de banha'' pelos profissionais do ramo, caso entrasse nele. Até porque, quem assiste ou já assistiu alguma peça desse tipo, com certeza já ouviu o comediante gordinho reclamar dos problemas de peso e da impossibilidade de se comer o que quiser. A lista é extensa: Fernando Ceylão(o pioneiro-foto), Leandro Hassum(o gordo do Zorra Total), Fábio Porchat(que nem é tão gordo assim), Felipe Absalon, e por ai vai. Todos geniais em seus textos, mas sempre com um tópico em comum: ''Ser gordo ou não ser, eis a minha indaçação''. O que eu acho engraçado acerca desse tema, é que o narrador que o cita, depende da sua forma física para manter o seu texto vivo. E ele ainda ganha dinheiro com isso. É como um jogador de futebol, que precisa ficar numa forma ideal para seu trabalho. Sendo que a forma requisitada, nesse caso, é a de rolha de poço. Então seria contraditório eles reclamarem da sua própria gordura, se é ela que proporciona tanto entretenimento(que eu acho fantástico, diga-se de passagem).

Mas então, por que ter medo de ser feliz comendo todas as deliciosas besteiradas que existem no mundo?Como diria a GRAAAAAAAAAAANDE filósofa Pitty: "Seja você, mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarroooooooooo...'' (Ok, eu sei que Pitty é uma merda, mas essa música é legalzinha)
Poxa. galerinha, vamos liberar a coxinha, o pastel, a batata frita e tudo mais. Sem culpa e sem medo de sofrer retaliações por causa do peso. Até porque depois que morre, todo mundo fica fininho!

Ok, fiquei pensando por volta de meia hora em como concluir esse texto, e não cheguei à ideia nenhuma. Mas como eu acho que já passei o raciocínio que eu pretendia passar(apesar de achar que isso ficou muito esquisito), me dou ao luxo de parar por aqui. Até porque isso não é uma redação escolar, então não preciso de parágrafo de conclusão, certo?

Beijos no crânio de quem teve paciência, juro que na próxima postagem eu vou ser mais dedicado. Até mais

sábado, 27 de março de 2010

A mobilização pelo banal.


[O objetivo desse texto não é analisar um(ns) fato(s) especificamente, mas ter uma visão mais ampla acerca da repercussão dos mesmos e como nós reagimos a isso, em comparação com outros fatos.]

Eu havia prometido a mim mesmo que ficaria alheio a tudo isso. Mas a insensatez, a falta de lógica e de princípios de boa parte do povo brasileiro me deixa um tanto quanto confuso.
Pra começar, as já corriqueiras brigas de torcedores de times de futebol sempre me pareceram extremamente toscas. Ok, é ótimo torcer, vibrar, tirar sarro do time rival, gritar que nem um louco quando o desgraçado do atacante perde um gol e etc. Mas bater em alguém por estar usando a camisa de um time diferente do seu é no mínimo fundamentalismo (semelhante ou até pior do que o religioso). Pior, unir grupos(ou bondes, caso queira chamar assim), com músicas ameaçadoras e marcar brigas pós-jogo é coisa (como diria meu pai) de quem tem merda na cabeça. Aí eu pergunto: Por que (e pra que) tudo isso?

Mais recentemente, na história do nosso lindo e belo país, depois que aparecera um 'reality show' chamado ''Big Brother Brasil'', outro fato me gerou uma dúvida que me instiga até hoje: Por que (e pra que) isso gera tanta polêmica e discussão, a ponto de pessoas se tornarem chatas (e algumas chatas para C-A-R-A-L-H-O) quando passam a falar só disso? É como se toda discussão levasse a esse ponto e ficasse nele durante uma eternidade. Tem até uma galerinha ''brainless'' que acompanha a porra toda nos programas de fofoca. Ok, (antes que me chamem de radicalista e sem graça)beleza, é um programa de entretenimento que até tem lá a sua graça, mas ai eu volto a pergunta do parágrafo anterior: Por que (e pra que) tudo isso?

Enfim, não é por causa disso que eu estou escrevendo esse texto. Na última madrugada, tive o desprazer de acompanhar o desfecho e a repercussão do julgamento do casal Nardoni. 4 Canais de televisão(canais abertos) transmitindo o caso passo a passo. Uma porrada de gente nos arredores do local do julgamento, faixas, bandeiras, camisas, uma imensa mobilização da sociedade, em prol da condenação do casal. Até mesmo a galera do Twitter só falava disso. Mas antes que alguém pense que eu sou algum tipo de ser insano e/ou defensor de homicidas, já faço questão de desmentir isso tudo. O meu ponto não é esse. Mas aí eu faço a mesma pergunta pela terceira e ultima vez: Por que (e pra que) tudo isso? Esse não foi o primeiro e não será o último caso de homicídio de crianças no mundo, independentemente das particularidades que ele possa ter. E independentemente da sensação que isso possa gerar em cada um, isso não muda pra valer a vida de ninguém, senão dos condenados.

Mas por que não se vê tanto debate e tamanha mobilização para assuntos que realmente possam fazer a diferença na vida de todos? Acho que se algum marciano caísse em terras brasileiras numa ocasião dessas, pensaria que os transportes públicos são baratos e de excelente qualidade, que os funcionários públicos são muito bem pagos, que a violência urbana já foi extinta há séculos, o meio ambiente está em perfeita harmonia com o ser humano, que a corrupção já era(lembrar que no caso Arruda não houve nem metade dessa mobilização), que o sistema de saúde é próspero e que todos têm acesso à educação.

Não seria melhor que nós também nos mobilizássemos por isso? Ou pedir prisão perpétua pra assassinos em um caso isolado é o bastante?Fica pra reflexão de cada um.